Time interno ou implementador para o primeiro projeto de IA?
Para o primeiro projeto, contrate um implementador e use o projeto para formar o time interno que assume a operação depois. Montar um time de dados antes de ter o primeiro critério é contratar para um alvo que ainda não existe.
A lógica é de sequência. O primeiro projeto define o que a tua operação realmente precisa de IA, e isso quase nunca é o que parecia no começo. Quem contrata um time sênior antes disso paga salário caro enquanto descobre o problema, e descobre devagar, porque o time recém-chegado ainda não conhece a operação. O implementador certo trabalha de dentro, entrega o projeto rodando, e deixa o runbook e o critério para o teu pessoal segurar. O time interno fica com a operação no fim, formado pelo próprio projeto.
A exceção é real e específica. Se você já tem um time de dados sênior ocioso, com gente que conhece a operação e tem espaço na agenda, construir interno faz sentido, e o implementador vira luxo. Mas isso é raro. Na maioria das redes, o time existente está ocupado mantendo o que já roda, e o primeiro projeto de IA vira o projeto que nunca começa, empurrado para o mês que nunca chega.
O que dá para fazer essa semana é escrever, em uma frase, o critério de sucesso do primeiro projeto. Não a tecnologia, o resultado: ruptura a tanto, margem a tanto, tempo de resposta a tanto. Se você não consegue escrever, o problema não é quem contratar; é que o projeto ainda não tem critério. E a maioria dos projetos de IA falha em ROI justamente por começar sem ele.
Se você está nessa decisão e quer uma segunda leitura, me manda em uma frase a forma do teu caso, o problema e o time que você já tem. Te devolvo em um dia útil um parágrafo: interno, implementador, ou “depende, aqui está a pergunta que falta”. Sem agenda, sem call.