Sei que preciso de IA, não sei onde começar. Por onde começar?
Comece pelo problema que já te custa um número conhecido, não pela tecnologia. O melhor primeiro projeto de IA é o problema mais caro que você consegue medir hoje. O número vira o critério de sucesso desde a primeira semana.
A regra vale quando três coisas são verdade. O problema dói em dinheiro, ruptura, perda, fila, margem. Você já mede o número, mesmo que mal. E existe alguém na operação que vai usar o resultado, não só receber um relatório. Sem essas três, o projeto vira demonstração bonita sem dono.
A exceção é mais comum do que parece. Às vezes nada está medido de verdade, e o “preciso de IA” esconde um problema de medição, não de modelo. Aí o primeiro projeto não é IA. É instrumentar o número, porque a maioria dos projetos falha por começar sem ele. IA sobre dado que ninguém mede é chute caro.
O que dá para fazer essa semana custa zero. Lista os cinco números que mais te tiram o sono e marca quais você mede hoje com confiança. O mais caro que você mede é o teu ponto de partida. O mais caro que você não mede é o projeto zero. E lembra: o primeiro projeto forma o time que assume depois, então ele importa mais do que parece.
Se você está nesse momento e quer uma segunda leitura, me manda em uma frase o número que mais dói na tua operação. Te devolvo em um dia útil um parágrafo: aqui começa, ou “antes, meça isto”. Sem agenda, sem call. Se aí surgir uma forma de projeto, a gente conversa.