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Vale a pena trocar a planilha do comprador por previsão automática?

Vale a pena trocar a planilha do comprador por previsão automática?

Numa rede de 20 a 50 lojas, vale, mas em uma categoria primeiro, não na rede inteira de uma vez. A planilha não é o problema. O problema é que ela só cabe na cabeça de uma pessoa, e essa pessoa tira férias.

A previsão automática ganha quando três coisas são verdade. O histórico separa venda de ruptura. A categoria tem volume suficiente para o padrão aparecer. E o comprador participa do critério, em vez de receber o número pronto e desconfiar dele.

A exceção mais comum é a que mais surpreende a diretoria. Quando a planilha do comprador incorpora conhecimento que o sistema não tem, sobre o fornecedor que atrasa, o feriado regional, a obra na avenida, o sistema sozinho erra mais que a planilha. Aí a resposta não é trocar. É capturar o que o comprador sabe e dar isso de entrada para o modelo. Quem joga a planilha fora perde o ativo mais barato que tem.

O que dá para fazer essa semana custa zero. Pega a categoria que mais te dá dor de cabeça e mede a ruptura dela por dia da semana, durante quatro semanas. Esse é o dado que falta na maioria das decisões de abastecimento, e é o mesmo que engana em cobertura de estoque quando lido na média. Sem ele, você não sabe se a planilha está errando ou acertando. É o tipo de problema que se resolve com critério antes de software.

Se você está nessa decisão e quer uma segunda leitura, me manda em uma frase a forma do teu caso, tamanho da rede e categoria. Te devolvo em um dia útil um parágrafo: concordo, discordo, ou “depende, aqui está a pergunta que falta”. Sem agenda, sem call. Se aí surgir uma forma de projeto, a gente conversa.